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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A lua do Avesso

 O que pode a palavra - Viviane Mosé

Saudações caros seguidores e acessantes. Segue ai o link do video completo do café filosófico apresentado pela filosofa e poeta Vivane Mosé. Este que foi a abertura da serie "deslimites", cuja curadoria foi presidida por ela mesma, com o tema "O que pode a palavra". Achei importante deixa-lo disponivel já que a uns dias atrás postei uma breve reflexão sobre a incessante fuga do ser humano da experiência da morte. Esta que nos causa desconcerto, incerteza e despencamento de si mesmos só no fato de termos consciência dela. Assim, como eu iniciei esta reflexão de maneira bem simplista Vivane mosé expande este pensamento na perspectiva de nos fazer compreender a natureza limitadora da palavra. Muito café, filosofia e poesia com Vivane Mosé.  

Publicado em: 21/11/2009 às 15:45 | Tempo do vídeo: 96 minutos aprox.
O que pode a palavra? É com essa questão que a filósofa Viviane Mosé abre, neste programa, a série Deslimites de sua curadoria.

A palavra participa o tempo todo da nossa vida, ela traduz o mundo, dá nome às coisas e aos nossos sentimentos. A linguagem é poderosa, ela cria e compartilha sentidos. Mas Viviane nos mostra, neste Café Filosófico, que a mesma palavra que tenta explicar a vida pode também limitar as possibilidades de sentido que a vida pode ter.

Com a sua poesia, Viviane Mosé nos faz pensar sobre o poder e os limites da palavra.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Viagem a Lua

 Salve galera,
Hoje to aqui para falar de um otimo livro que li  mês passado.
Trata-se ca saga Wheel of time, ou como foi  lançado no Brasil com o nome  A Roda do Tempo o Olho do Mundo.
Trata-s e de uma epopeia  de 3 garotos de  uma vila rural que  começam a ser caçados pelo The Dark One , a antitese do Criador.
Wheel of time é  uma saga tão bem construida e  cheia de realismo, que enche os olhos do leitor. As referencias ao  cultura oriental  e o codigo de  conduta    dos samurias japoneses  são bem claras.
Mas o que mais me chamou a atenção foi a narrativa  , que não é (graças a Deus) Tolkiena.
A historia é bem construida e tem coerencia, só falt aagora eu ler os  outos 11 livros já lançados.
E pra quem curte fantasia medieval Wheel of time é titulo obrigatorio.
Até a proxima.
By eu!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A lua do Avesso

                                                     

"Mas o próprio homem tem uma invencível tendência para se deixar enganar e fica como que enfeitiçado de felicidade quando o rapsodo lhe recita, como se fossem verdades, os contos épicos,ou quando um ator desempenhando o papel de um rei se mostra mais nobre no palco do que um rei na realidade. O intelecto, esse mestre da dissimulação, está aí tão livre e dispensado do trabalho de escravo que ordinariamente executou durante tanto tempo, que pode agora enganar sem trazer prejuízo; ele festeja então suas saturnais e não é mais exuberante, mais rico, mais soberbo, mais lesto e mais ambicioso senão aí. Com um prazer de criador, lança as metáforas desordenadamente e desloca os limites da abstração a tal ponto, que pode designar o rio como o caminho que leva o homem aonde ele geralmente vai. Ele está livre então do sinal da servidão: empenhado habitualmente na sombria tarefa de indicar a um pobre indivíduo que aspira a existência o caminho e os meios de alcançá-lo, extorquindo para o seu senhor a presa e o produto do saque, ele agora tornou-se o senhor e pode então apagar do rosto a expressão da indigência. Tudo o que faz daí por diante, comparado com a maneira como agia antes, envolve a dissimulação, assim como o que fazia antes envolvia a distorção."
(SOBRE A VERDADE E A MENTIRA NO SENTIDO EXTRAMORAL                                                                                                                    Friedrich Nietzsche  1873  Tradução de Noeli de molo correa sobrinho
                                                                                                                                            
Sofrer de Verdade                
Como  o proprio filosofo expoe to manuscrito do qual se extaraiu o presente trecho, a realidade nua e crua da vida seria insuportavel de viver, o que gerou no homem a necessidade de construir uma ideia mentirosa da vida, tornando-a suportavel. Mesmo assim, a religiao, a ciência e a arte ( que são as mentiras de que ele fala) não foram capazes de impedir que a verdade angustiante de viver se infiltrasse em nossa consciência dissumuladamente causando-nos a inexoravel tristeza. Ser triste é a nossa sina. Mesmo mentindo para si mesmos, a verdade se manifesta com suas magoas. 
 Daí decorre nossa vida amontoada de cotidianos: se somos fieis, choramos; se traimos, nos entristecemos;se estamos vivos, nada está bem;se pensarmos em morrer, nos agonizamos; se amamos, sofremos a impossibildade da absoluta reciproca; se somos amados, lamentamos as  necessarias renuncias que isto implica. Se rimos, é porque choramos; se choramos é porque rimos enquanto outros sofrem. Naturalmente somos seres angustiados e descontentes. E ,se vivemos,se produzinos,se corremos,se criamos teorias, se sonhamos,se fazemos arte é porque fugimosda nossa fiel companhia: a dor de viver.


                                                                                                                                     Rafael Marques