Hoje é dia 13 de setembro. Há 9 anos atrás, nesta mesmíssima data, a família Bin Laden foi colocada num avião de primeira classe, e retirada do EUA pelas próprias autoridades americanas. Dê asas a suas imaginações a respeito desse incidente curioso, explorado pelo diretor Michel Moore em seu Fahrenheit 11 de Setembro, abordado também pelo pensador Craig Unger no seu livro As famílias do petróleo. O fato é que nossa memória histórica se esvai de tempos em tempos, e parece que aos poucos vamos perdendo a sensibilidade critica dos acontecimentos. É assim, por exemplo, que a mídia consegue organizar nosso pensamento. A ênfase dada a certas informações através do tempo utilizado para explicá-las imprime em nossa memória exatamente a mesma ênfase. Por isso, alguns lembram mais do caso da menina Isabela do que, por exemplo, do massacre de Ruanda.
Infelizmente, isso provoca reações catastróficas. Perder a memória de algo, significa perder algo de si mesmo. Os três maiores massacres do século XX ( o genocídio armênio, o dos judeus e o de Ruanda) estão diretamente ligados às causas do imperialismo. Isso sem falar do caso dos palestinos, dos argelinos, e por vai. Quando chegamos no dia 11 de setembro de 2001, os trágicos acontecimentos que assumiram na mídia a forma maniqueísta de luta e combate ao terrorismo engendravam assim o nascimento da Doutrina Bush. O problema é que nenhuma emissora de televisão se propôs a contextualizar aquele fato. Por exemplo, lembrando que o terrorismo que Bush se propôs a combater é um fenômeno ligado diretamente com a usura norte-americana, que durante séculos de exploração dos recursos naturais fornecidos pelo Oriente Médio manipulou conflitos, fomentou contradições entre tribos e facilitou seu domínio nestes lugares a fim de manter sua fonte de energias minerais e fósseis vivas funcionando a todo vapor.
Triste não é? Ao lembrar-se das vítimas do 11 de setembro devemos lembrar junto a elas das vítimas do massacre de Ruanda, dos mortos e feridos todos os dias na faixa de gaza, na palestina, na Cisjordânia, no congo, na Etiópia, no Afeganistão e em diversos outros lugares do mundo que pagaram a opulência européia e estadunidense com sangue, tristeza e terror.
Só nos lembramos daquilo que realmente significou ou ainda significa em nossas vidas(normalmente nunca esquecemos um abraço).
ResponderExcluirPorém discordo um pouco de seu pensamento humanista, está muito atrelado a preceitos religiosos...não quero ser indiferente ao sofrimento humano, não me entenda mal, mas não precisamos sentir pena...esta sociedade moderna parece mais a sociedade da piedade!
Ps: Não dá para usar o sensacionalista do Michal Moore como fonte..rsrsrs
e
Nunca houve um genocidio Judeu(pelo menos não o mais divulgado 1942-1945)
abraço Rafael.
Acredito que coisas como essas, genocidios,massacres e explorações, só acabam por provar a não existência de Deus, bem, se ele existir deve ser muito indiferente ou um grande brincalhão...
ResponderExcluirSociedade Contemporanea...
ResponderExcluirBem 9/11, assim como Pearl Harbor são otimas desculpas nada mais q isso.
e como eu sempre digo Historia nãó é ciencia por exaamente isso^^.